Final de ano é tempo de festas, presentes, família, viagens, férias, solidariedade e reflexão. Tudo isso em um clima de comilança descontrolada que culmina em algumas gordurinhas extras a serem queimadas apenas no próximo ano depois dos votos e promessas do tipo: nesse novo ano vou fazer mais exercícios, vou ter uma dieta mais equilibrada, vou perder alguns quilinhos. A verdade é que a cada ano que passa parece que estamos com alguns quilinhos a mais, salvo aquelas pessoas sortudas que não importa o quanto apreciem a melhor culinária, sempre permanecem com o mesmo índice de massa corporal ou até menos.
Gosto muito dessa época, principalmente porque estou incluso na lista dos admiradores de bons cardápios, e também na lista dos pesos quase pesados. O natal é interessante mas existem algumas questões que me incomodam nessa data. Uma delas é a presença e divulgação tão massiva deste velhinho do Pólo Norte, o entitulado Papai Noel.
O Papai Noel original é um Santo Católico da Lapônia, chamado Nicolau. Já o Papai Noel como conhecemos hoje, teve seu design criado por um artista gráfico que trabalhou em uma propaganda para a Coca Cola no final da 2ª Guerra. Esse artista determinou as cores da vestimenta (vermelha) o jeito bonachão, o saco de presentes, a barba branca características mundialmente conhecidas do velhinho. Porque tanta ênfase na figura do Papai Noel? Será que ele é a o principal motivo do Natal? Será que a essência do natal é a troca de presentes?
O Natal é uma adaptação católica de antigas festas pagãs. Estas festas eram promovidas por culturas ancestrais para comemorar o solstício de inverno e trazer boa sorte na agricultura. Os persas acreditavam que um pequeno sol nascia sobre a forma de um bebê, comemorando em 25 de dezembro o Dia do Nascimento do Sol Invicto. Grandes jantares e árvores verdes ornamentadas enfeitavam átrios para espantar os maus espíritos da escuridão, e presentes de bom agouro eram ofertados aos amigos. Até os primeiros três séculos da era cristã, a humanidade não celebrava o Natal como conhecemos hoje. Foi preciso que o Império Romano adotasse o cristianismo como religião oficial, no século IV. A partir desse momento, a Igreja passou a conferir significados católicos para as tradições e os simbolismos pagãos. Foi a apropriação destes cultos, sobretudo o de Mitra, que acabou gerando o nosso Natal, com a data de nascimento de Cristo sendo celebrada no dia 25 de dezembro.
A data do natal sempre foi secundária para os cristãos. A data mais importante sempre foi a páscoa, que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. No início do século XX, houve uma maior ênfase no natal, onde as pessoas foram motivadas a trocar presentes nesta data para que as vendas do período fossem melhoradas, e isso acontece até hoje com o auxílio agora dos meios de comunicação muito mais fortes que antes. Apesar de saber que o Natal virou símbolo de comércio e da cultura consumista em que estamos imersos hoje em dia, existe algo de bom que deve ser considerado. No Natal comemora-se o nascimento de Jesus, apesar de não termos a certeza do dia, mas serve para lembrar a todos nós que ele nasceu e viveu em nosso meio, ressuscitou e ainda continua vivo eternamente.
É tempo de refletir sobre nossos valores, sobre o que realmente importa para nós. Como diz a Bíblia “do que adianta ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?”. É bom pararmos de pensar um pouco no que queremos para pensar um pouco mais no que realmente precisamos: de paz com Deus e com nós mesmos. Um ótimo natal pra você e sua família, obrigado por acessar meu Blog nesse ano que se passou. Até a próxima.
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