"Tome a atitude de viver o superior, o estado de ser bom no mais alto grau." Douglas Prado

Geração X, Y, Z ou M? Um novo olhar sobre o jovem do futuro

A palavra "juventude", geralmente, está associada a descobertas, beleza, alegria, vivacidade, entre outros aspectos. Jovens se organizam em grupos, sua linguagem é única e a busca pela novidade é constante. Nas últimas décadas foram utilizados vários termos para rotular a juventude, dentre eles: geração Paz e Amor, geração Coca-Cola, geração Xuxa, geração Saúde, geração Y, geração X, geração Z, geração M, dentre outros. Nesta postagem vamos saber mais um pouco sobre esses conceitos, e discutir sobre a juventude de hoje e suas perspectivas de futuro.

Nos tempos mais antigos, de acordo com a Bíblia, considerava-se como uma nova geração aquela nascida 40 anos após a anterior. Por volta dos anos 50 do século XX, após a segunda-guerra esse conceito mudou, pois a população passou a ter uma vida mais acelerada. Nasceram assim os Baby´s Bombers, os Roqueiros, os Hippies, a Geração X, seguida da geração Y e da geração Z.

Gerações X e Y

Até pouco tempo atrás, livros e filmes ainda falavam da Geração X, aquela que substituiu os yuppies dos anos 80. Recentemente, o mercado publicitário saudou a maioridade da Geração Y, formada pelos jovens nascidos do meio para o fim da década de 70, que assistiram à revolução tecnológica. Esses adolescentes da metade dos anos 90 eram consumistas não de roupas, e sim de traquitanas eletrônicas. Agora, começa-se a falar na Geração Z, que engloba os nascidos em meados da década de 80.

Geração z

Diferentemente de seus pais, sentem-se à vontade quando ligam ao mesmo tempo a televisão, o rádio, o telefone, música e internet. Enquanto os demais buscam adquirir informação, o desafio que se apresenta à Geração Z é de outra natureza. Ela precisa aprender a selecionar e separar o joio do trigo. Em meio à abundância de informação a qual está exposta, é necessário saber utilizá-la da melhor forma possível. O conceito de Geração Z, mescla-se ao conceito de geração M.

Geração M

A tecnologia e a internet criaram um novo rótulo para os jovens dos dias de hoje, a geração M. Esse novo rótulo surgiu de um estudo da Kaiser Family Foundation em 2005, chamado, “Generation M”. Essa pesquisa foi financiada pela Kaiser Family Fundation e dirigida pela Stanford University. Segundo essa pesquisa a Geração M é aquela que tem capacidade de fazer muitas coisas ao mesmo tempo. Estamos falando de uma nova geração nascida e/ou criada junto com a internet, jovens na faixa dos 20 anos ou menos, que desdobram seu browser em diversas abas ou janelas, conversam com várias pessoas on-line através do msn, ouvem música no mp3 player ou assistem à TV, tentam estudar ou trabalhar, tudo isso ao mesmo tempo, sem contar o celular que fica por perto na espera de qualquer ligação. Multiplicam suas atenções para acompanhar, ou tentar acompanhar, a intensa velocidade do mundo moderno. Geração Internet, iGeração, NetGen (Net Generation), Geração D (Digital), Geração Agora. Os nomes são diversos, e talvez por essa mesma diversidade que a melhor definição acaba sendo Geração M: multiatarefados, multiconectados, multiestimulados, multi-informados.

Quem afinal são os jovens de hoje?

São 20,12% os jovens brasileiros entre 15 e 24 anos de idade, mais de 34 milhões de cidadãos. É nesta faixa etária que se encontra parte da população brasileira atingida pelos piores índices de desemprego, evasão escolar, falta de formação profissional, mortes por homicídio, envolvimento com drogas e criminalidade. É fato também que os jovens de hoje já não se articulam como os cara pintadas da década de 90 (geração Y), ou aqueles das décadas de 60, 70 ou 80, que saiam nas ruas para protestar contra a ditadura, debatendo sobre a política e os assuntos de interesse da sociedade.

Mesmo diante dessa nova realidade, os jovens, certamente, podem ser reconhecidos em suas práticas inovadoras e afirmativas. A questão que se coloca é: quem tem atenção para com as capacidades, as experiências e as potencialidades dos jovens? É lastimável quando vemos pessoas que não acreditam no potencial dos jovens. Dentro das empresas, na pouca contratação de pessoas “menos experientes”, nas igrejas através da delegação de cargos de responsabilidade apenas aos “anciãos”, e nas próprias famílias, onde os pais não dão valor aos novos conhecimentos e opiniões dos filhos em relação aos assuntos familiares.

Então podemos definir os jovens de hoje apenas como pessoas multiconectadas, alienadas à política e questões sociais e discriminadas por um mundo comandado por “velhos”? Claro que não! Tenho visto uma mudança nos últimos anos, onde algumas organizações têm enxergado o potencial dos jovens e têm investido neles, e com isso alcançam resultados muito maiores do que as outras organizações que desprezam esse fator. Posso citar como exemplo a Igreja Videira, através de seu trabalho com os jovens. A rede dos Radicais Livres (jovens) é liderada pelo pastor Naor Pedroza, e é composta por células que são lideradas por jovens, que recebem todo o treinamento e acompanhamento necessários. O diferencial dos Radicais Livres é que reconhecem o potencial de cada jovem, e por isso investem e confiam nos mesmos. Diante disso, nos últimos anos essa rede têm experimentado um crescimento exponencial no número de fiéis, bem como o desenvolvimento constante de seus jovens.

Como entender as novas gerações?

De acordo com sociólogos, hoje temos uma mudança geracional a cada 10 a 15 anos. As diversas gerações convivem entre si, mas sem saber nada uma da outra. Se você tem 30 anos de idade e quer falar com alguém de 16 anos, normalmente olha pra ele como um desajustado de “piercing” e ele olhará para você como um velho muito “devagar”.

Hoje se você parar para ouvir um adolescente ele vai te falar das suas preferências de TV e de até suas preferências sexuais. O problema é que muitas vezes não temos a capacidade de ouvi-los de verdade, com interesse sincero. Devemos conhecer suas verdades, dúvidas, idiomas, seus problemas, realizar encontros em restaurantes, parques, campos de futebol e até abrirmos salas de chat para falarmos com milhares de adolescentes, que na falta de diálogo com seus familiares, conectam em chats e MSN todos os dias para falar com desconhecidos sobre suas intimidades.

Esses jovens acabam ficando apáticos e ressentidos de uma geração de líderes que os rejeitam e discriminam por causa de sua linguagem, aparência, motivações, preferências musicais e a forma como usam seu tempo livre.

Devemos entender o comportamento das novas gerações para podermos ajudá-las a adquirir maturidade, influenciando-as para o bem de todos.

Quem será o jovem do futuro?

Imagine alguém que nasceu após o ano 2000. Em 2020 essa pessoa fará parte da nova juventude que nasceu no estágio mais avançado da internet e da tecnologia de uma forma geral. Como será o mundo em que elas viverão? Com certeza se encontrarão em um mundo com muito menos recursos naturais, maiores problemas ambientais, com cidades maiores, mais competitividade e exigências de formação muito maiores do que as de hoje. Um mundo em que não haverá espaço para os bons, apenas para os excelentes. Com certeza o jovem do futuro, mais do que nunca, deverá ser alguém ‘melhor a cada dia’.

Cabe a nós jovens e adultos de hoje, contribuirmos para a formação dos jovens do futuro, isso através da melhoria da comunicação entre as gerações e do investimento e confiança depositado nessas novas pessoas, valorizando seu potencial. Podemos chamar os jovens do futuro como a Geração da Esperança, uma nova geração que construirá um mundo melhor, com muito mais solidariedade, paz e igualdade entre os povos.

Veja só o vídeo dessa menina de 13 anos, que em 1992, proferiu um discurso que calou o mundo por 5 minutos.



Esse é apenas um exemplo, de como as novas gerações estão se tornando mais conscientes e atuantes na construção de um mundo melhor.

Artigo escrito por Douglas Prado e Julio Torres.

Fontes: webinsider.uol.com.br; veja.abril.com.br; elnet.com.br; sigueme.net;

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